O que é

Trata-se de uma pequena bolha ou cisto, que surge na parte interna do fígado e que contém em seu interior um líquido claro.

Causas

Além de serem provenientes de doenças genéticas, o surgimento dos cistos hepáticos também pode ter relação com o uso excessivo de medicações para tratar a insuficiência renal, medicamentos para dores de cabeça e anti-inflamatórios em grande dosagem ou com alta frequência.

Sintomas

Geralmente, os cistos pequenos não apresentam sintomas. Quando aumentam de tamanho, os cistos hepáticos podem  provocar dores nas costas e na barriga e comprometer algumas funções.

Tratamento

Quando há a necessidade de remoção cirúrgica de parte do cisto emprega-se a técnica chamada de Destelhamento Cirúrgico de Cisto Hepático. Cistos muito grandes podem requerer hepatectomia ou combinação de destelhamento e hepatectomia. Ambas a cirurgias podem ser feitas via laparoscopia ou robótica, menos invasivas, que diminuem os riscos e otimizam a recuperação do paciente.

O que é

A Diverticulite é a inflamação dos divertículos, que são pequenas bolsas e quistos salientes da parede interna do intestino grosso, que se machucam e ficam inflamados.

Causas

As causas exatas da condição não são conhecidas, mas sabe-se que os maus hábitos alimentares podem ter relação com o surgimento da diverticulite. Uma dieta pobre em fibras, por exemplo, pode provocar a constipação e a presença de fezes consistentes, que demandam esforço além do normal na contração do intestino. Esse movimento aumenta a pressão no cólon, podendo causar a formação dos quistos. Assim, a diverticulite é causada por pequenos pedaços de fezes que ficam presas nos quistos, provocando infecção ou inflamação local.

Sintomas

Os sintomas incluem:

• Sensibilidade e dor na parte inferior do abdômen;
• Inchaço ou gases;
• Febre e calafrios;
• Náusea e vômitos;
• Perda de apetite.

Tratamento

O tratamento cirúrgico é feito nos casos mais complicados pela chamada Colectomia Segmentar ou Parcial, procedimento que remove parte do cólon ou intestino grosso.

O que é

A apendicite aguda é a inflamação do apêndice – região do intestino grosso que pode causar dor e complicações sérias quando inflamado.

Causas

A apendicite pode ocorrer devido a fatores como a obstrução por gordura ou fezes ou a infecção causada por vírus. Nos dois casos, a obstrução da luz do apêndice provoca a inflamação e a infecção do apêndice, que pode se romper e contaminar a cavidade abdominal.

Sintomas

Os sintomas principais incluem:

• Dor intensa abdominal;
• Náuseas e vômitos;
• Apetite reduzido;
• Calafrios;
• Febre;
• Diarreia.

Tratamento

O tratamento da apendicite aguda deve ser cirúrgico, por meio da Apendicectomia Videolaparoscopica, em que o apêndice é retirado a partir de três pequenos orifícios no abdômen.

O que é

O megaesôfago ou acalasia é um distúrbio motor do esôfago causado pela destruição da inervação dos músculos responsáveis pelos movimentos que fazem “descer” a comida pelo tubo digestório. Quem tem acalasia sofre dificuldade de se alimentar corretamente, já que o alimento não percorre o caminho da forma adequada.  Além disso, a condição também envolve uma alteração do cárdia, esfíncter que fica entre o final de nosso esôfago e o início do estômago, fazendo com que ela se torne mais tonificada e não se relaxe na deglutição, o que impede a passagem do alimento do esôfago para o estômago.

Causas

São vários os fatores relacionados com a Acalasia, como infecções (principalmente derivada da Doença de Chagas), doenças autoimunes, herança genética e causa idiopática (em que não é possível identificar os motivos).

Sintomas

Um dos principais sintomas da condição é a disfagia ou dificuldade para deglutir (engolir). Além disso, há dificuldade de esvaziamento do esôfago, presença de regurgitação e vômitos, aspiração de alimentos que podem provocar bronquites, salivação excessiva, tosse e perda de peso.

Tratamento

A cirurgia para tratamento da Acalasia é chamada de Miotomia de Heller ou Cirurgia de Heller-Pinotti, na qual secciona os músculos da cárdia, a fim de abrir a passagem para o estômago, e recobre a abertura com o estômago para ajudar a evitar o refluxo. Raramente pode ser feita a Esofagectomia, cirurgia que visa retirar parte do esôfago. As cirurgias podem ser feitas por videolaparoscopia ou robótica, técnicas que otimizam a recuperação e minimizam as complicações durante e após o procedimento cirúrgico.

O que é

Refluxo gastroesofágico é uma condição caracterizada pelo retorno do conteúdo do estômago para o esôfago e em direção à boca, causando queimação, dor e inflamação.

Causas

A doença acontece quando o músculo responsável por impedir a saída do ácido do estômago de seu interior não funciona de forma adequada. Alguns fatores de risco, que aumentam as chances de desenvolver o refluxo gastroesofágico são:

• Obesidade;
• Hérnia de Hiato;
• Tabagismo;
• Asma;
• Gravidez
• Diabetes;
• Síndrome de Zollinger-Ellison, em que o estômago produz mais ácido clorídrico que o normal.

Sintomas

Os sinais característicos da doença são:

• Azia e queimação;
• Dificuldade para engolir;
• Tosse seca;
• Dor de garganta;
• Dor no peito;
• Regurgitação;
• Náusea após refeições.

Tratamento

O tratamento cirúrgico para refluxo é feito por laparoscopia, através de pequenos cortes, mais comumente pela técnicas de Fundoplicatura a Nissen Rosseti, associado ou não a Hiatoplastia Laparoscopica (Herniorrafia Diafragmatica). O procedimento visa corrigir a hérnia de hiato e construir um reforço ao esfíncter esofágico inferior com a colocação de parte do estômago ao redor do esôfago, evitando a ocorrência futura do refluxo.

O que é

A Hérnia de hiato é uma “bolsa” que se forma quando uma parte do estômago passa por um orifício chamado hiato esofagiano, que se encontra no diafragma e, normalmente, só permite a passagem do esôfago.

Causas

As hérnias de hiato acontecem quando o tecido muscular em torno desta abertura é enfraquecido, permitindo a passagem da parte superior do estômago através do diafragma para dentro da cavidade torácica. Estudos afirmam que a condição também pode ser causada pelo excesso de atividade física que exige muita força, pelo excesso de peso e/ou por tosse crônica.

Sintomas

Quem tem hérnia de hiato pode apresentar sinais como:

• Azia e queimação;
• Dificuldade de deglutição;
• Tosse seca e irritativa;
• Arrotos frequentes;
• Dor no peito;
• Náuseas e vômitos.

Tratamento

Algumas medidas clínicas como a redução do refluxo gastroesofágico a partir da prescrição de determinados medicamentos podem ajudar a amenizar os sintomas. No entanto, em determinados casos, o melhor tratamento é a cirurgia. Podem ser empregadas técnicas como a Fundoplicatura de Nissen Rosseti, feita por meio de laparoscopia que consiste em confeccionar uma “válvula” com o fundo do estômago, envolvendo a parte distal do esôfago circunferencialmente, a fim de evitar o refluxo. Além disso, esta cirurgia pode ser associada à hiatoplastia, sutura para redução do diâmetro do hiato esofagiano, ou Herniorrafia diafragmática, o procedimento cirúrgico no qual é realizado o fechamento  de uma hérnia / falha de preenchimento no músculo diafragmático.

O que é

A Coledocolitíase é uma doença que surge quando há a presença de cálculos no interior do colédoco – ducto responsável por transportar a bile do fígado e da vesícula biliar para o intestino delgado. 

Causas

A condição é causada, na maioria das vezes, pela passagem de um cálculo muito grande da vesícula biliar para o interior do colédoco, obstruindo a região.

Sintomas

A icterícia, em que o paciente apresenta uma coloração amarelada na pele e nos olhos, é o principal sintoma da condição. Além disso, pode haver cólicas na região abdominal, colúria (escurecimento da urina) e acolia (fezes de coloração esbranquiçada).

Tratamento

O tratamento cirúrgico é feito por meio da CPRE, procedimento realizado por endoscopia para retirada do cálculo. Na maioria das vezes e seguida pela Colecistectomia Videolaparoscópica, cirurgia  que visa retirar a vesícula biliar.

O que é

A Colecistite Aguda é a inflamação da vesícula biliar devido à presença de pedras ou cálculos que impedem a saída da bile.

Causas

Vários fatores podem contribuir para desencadear o processo inflamatório, entre eles o aumento da pressão intraluminal, o comprometimento da irrigação sanguínea e a ação química dos sais biliares. Além disso, a condição pode ocorrer devido à uma infecção bacteriana, principalmente pela bactéria Escherichia coli.

Sintomas

Os sintomas de Colecistite são, geralmente:
• Náuseas e vômitos;
• Dor intensa na parte superior do abdômen;
• Dor que irradia para o ombro ou para as costas;
• Sensibilidade e dor no abdômen quando se faz pressão com a mão;
• Febre constante acima de 37,5º C.

Tratamento

A Colecistectomia Videolaparoscópica é a cirurgia utilizada para tratar o problema. O procedimento cirúrgico visa remover a vesícula biliar por videolaparoscopia, por meio de pequenas incisões no abdome com o auxílio de uma micro câmera.

O que é

A Colelitíase é uma condição caracterizada pela presença de pedras (cálculos) no interior da vesícula biliar, órgão localizado próximo ao fígado. A vesícula é responsável por armazenar e liberar a bile ao intestino, a fim de auxiliar no processo de digestão dos alimentos. A bile tem como função básica digerir as gorduras e auxiliar na absorção de nutrientes como as vitaminas A, D, E e K. As pedras na vesícula biliar surgem devido à alta concentração de colesterol e cálcio, que formam os cálculos.

Causas

Entre as causas pode-se incluir a herança genética, peso corporal, mobilidade da vesícula biliar e, em determinados casos, os hábitos alimentares.

Sintomas

Muitas vezes os cálculos na vesícula biliar são assintomáticos. Quando há sintomas eles são: dor abdominal, chamada de cólica biliar, que é intensa, contínua e pode se irradiar para as costas. Além disso, a condição pode provocar náuseas e vômitos.

Tratamento

O tratamento cirúrgico para a pedra na vesícula é a Colecistectomia Videolaparoscópica, que visa remover a vesícula biliar com as pedras por meio de pequenas incisões no abdome. A cirurgia por laparoscopia proporciona vantagens como menor dor no pós-operatório, recuperação mais rápida e ótimo resultado estético.